Archive for the 'Comportamento' Category

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out
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Artistas pintam buracos para denunciar má condição das vias públicas de SP

Artistas pintam buracos para denunciar má condição das vias públicas de SP; confira

 

Em uma metrópole com 11,8 milhões de habitantes e estorvos urbanos proporcionais ao seu gigantismo, do que os moradores mais se queixam? Em 2012, o Instituto Datafolha perguntou aos paulistanos qual o maior problema nas ruas onde vivem. A citação campeã não foi violência (14%), trânsito (12%), lixo espalhado (9%), apagões e outras falhas na rede elétrica (7%), excesso de barulho (6%) nem as enchentes (5%). A reclamação número 1, apontada por 18% dos entrevistados, foi a má conservação das vias — o porcentual aumenta nos bairros da periferia.

 

Pelos 17 000 quilômetros de ruas e avenidas de São Paulo passam diariamente cerca de 3,8 milhões de veículos motorizados, entre eles pesados ônibus e caminhões. Além disso, concessionárias de água, luz, gás e telefonia perfuram com frequência o asfalto para mexer em suas redes. Somente de janeiro a agosto de 2013, a administração municipal cobriu 290 000 buracos, em uma área total de 1,8 milhão de metros quadrados, 13% a menos que no ano anterior. Foram 1 195 por dia, 49 por hora, quase um por minuto. Quem vive e circula pelos quatro cantos da cidade, porém, sabe que essas operações vão e vêm, mas as crateras (novas ou as mesmas) continuam em abundância na paisagem.

Para abordar a questão, VEJA SÃO PAULO preparou uma ação inspirada em trabalhos internacionais (veja o texto na pág. 51) que não começa nem termina nesta reportagem. A revista mapeou cinquenta buracos na capital e se uniu a onze artistas, que, após reuniões frequentes na galeria A7MA, na Vila Madalena, e coordenados pelos curadores Binho Ribeiro e Jacqueline Prado, grafitaram os rombos das pistas a fim de chamar a atenção para a ineficiência do poder público. Entre a noite de sexta (27) e a manhã de sábado (28), cada um deles seguiu por uma região, sempre acompanhado de um jornalista.

  • Buraco Grafite Jerry
    1 de 56 Buraco grafitado pelo artista Jerry na Rua Rodrigo Vieira, na Vila Mariana (Foto: Mário Rodrigues)
  • Buraco grafite Tché-rua-paraibuna
    2 de 56 Buraco grafitado pelo artista Tché na Rua Paraibuna, na Vila Quinta da Paineira (Vila Prudente) (Foto: Ivan Dias)
  • Mundano Avenida Vital Brasil Butantã
    3 de 56 Buraco grafitado pelo artista Mundano na Avenida Doutor Vidal Brasil, no Butantã(Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco grafite Mundano
    4 de 56 Buraco grafitado pelo artista Mundano na Rua Catequese, no Butantã (Foto: Mário Rodrigues)
  • Mauro Buraco Grafite
    5 de 56 Buraco grafitado pelo artista Mauro, na Avenida da Liberdade, no Centro (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco grafite Enivo
    6 de 56 Buraco grafitado pelo artista Enivo, na Rua Alves Guimarães, em Pinheiros(Foto: Mário Rodrigues)
  • Buraco Grafite Feik
    7 de 56 Buraco grafitado pelo artista Feik, na Rua Manoel Dorta, na Vila Maria Luisa(Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Grafite Caps
    8 de 56 Buraco grafitado pelo artista Caps na Ria Angelo Bada, na Vila Lisboa (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Grafite Sipros
    9 de 56 Buraco grafitado pelo artista Sipros, na Rua Laura Vicuna, na Vila Ida (Foto: Adriano Conter)
  • Grafite Buraco Lobot
    10 de 56 Buraco grafitado pelo artista Lobot na Rua Lutécia, no Carrão (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 43
    11 de 56 Grafite assinado por Tché na Rua Flora, no Brás (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 44
    12 de 56 Grafite de Mauro na Rua Vergueiro, na Liberdade (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 45
    13 de 56 Grafite de Mauro na Avenida Liberdade (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 46
    14 de 56 Obra de Mauro na Rua Caio Prado, na Consolação (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 47
    15 de 56 Buraco coberto por grafite de Mauro na Rua Jaguaribe, em Santa Cecília(Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 48
    16 de 56 Na Praça São Vito, em frente ao Mercadão, obra de Snack (Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Buraqueira 49
    17 de 56 Obra de Snack na Rua São Vicente, na Bela Vista (Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Buraqueira 50
    18 de 56 Grafite de Snack na Rua Dona Antônia de Queirós, na Consolação (Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Buraqueira 51
    19 de 56 Desenho de Snack na Rua Conde São Joaquim, na Bela Vista (Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Buraqueira 5
    20 de 56 Na Rua do Gasômetro, obra de Tché (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 3
    21 de 56 Grafite de Cusco na Rua Doutor Franco da Rocha (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 4
    22 de 56 Feik assina grafite na Rua Montes Claros (Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Buraqueira 6
    23 de 56 Obra de Caps na Avenida Interlagos (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 7
    24 de 56 Obra de Mauro na Rua Alagoas (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 9
    25 de 56 Grafite de Snack na Rua Boa Vista (Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Buraqueira 11
    26 de 56 Enivo assina obra na Alameda Gabriel Monteiro da Silva (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 12
    27 de 56 Obra de Enivo na Alameda Gabriel Monteiro da Silva (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 14
    28 de 56 Grafite de Enivo na Rua dos Pinheiros (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 15
    29 de 56 Grafite de Cusco na Rua Engenheiro Francisco Azevedo, no Sumarezinho(Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 16
    30 de 56 Grafite de Cusco na Rua Barão da Passagem (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 17
    31 de 56 Rua Aimberê, em Perdizes: grafite de Cusco (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 18
    32 de 56 Rua Schilling, ma Vila Leopoldina: desenho de Cusco (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 19
    33 de 56 Desenho de Jerry na Rua Rodrigo Claudio, na Aclimação (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 20
    34 de 56 Rua Pero Correia, no Jardim da Glória: com obra de Jerry (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 21
    35 de 56 Rua Alexandrino da Silveira Bueno, no Cambuci, com desenho de Jerry (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 22
    36 de 56 Obra de Jerry na Rua Clímaco Barbosa, no Cambuci (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 23
    37 de 56 Rua Catequese com obra de Mudano (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 24
    38 de 56 Na Avenida Diogenes Ribeiro de Lima, no Alto de Pinheiros: grafite de Mudano(Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 25
    39 de 56 Grafite de Mudano na Rua Cerro Corá (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 26
    40 de 56 Obra de Mudano na Rua Cerro Corá (Foto: Mario Rodrigues)
  • Buraco Buraqueira 27
    41 de 56 Rua Senador Georgino Avelino, no Itaquera: obra de Lobote (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 28
    42 de 56 Desenho de Lobote na Rua Santa Lúcia (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 29
    43 de 56 Rua Lutécia, esquina com Rua Odete Gomes Barreto, no Carrão: desenho de Lobote (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 30
    44 de 56 Rua Moisés Marx, com rua Julio Colaço, na Penha: obra de Lobote (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 31
    45 de 56 Rua São Gonçalo do Piauí, no Itaquera, com grafite de Lobote (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 32
    46 de 56 Obra de Caps na Alameda dos Guaramomis, em Moema (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 33
    47 de 56 Desenho de Caps na Rua Angelo Bada (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 37
    48 de 56 Desenho de Feik na Rua Carlos Belmiro Correia, no Parque Peruche (Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Buraqueira 34
    49 de 56 Grafite de Caps na Rua João Bressane, Campo Grande (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 35
    50 de 56 Caps na Rua Marechal Hastimphilo de Moura, na altura da Rua Professor Hilário Veiga Carvalho, no Morumbi (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 36
    51 de 56 Rua Armando Coelho, na Casa Verde, com obra de Feik (Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Buraqueira 38
    52 de 56 Feik na Rua Manuel Dorta, Limão (Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Buraqueira 39
    53 de 56 Obra de Feik na Rua Coronel Chananeco (Foto: Fernando Moraes)
  • Buraco Buraqueira 40
    54 de 56 Rua Dois de Julho, no Ipiranga, com desenho de Tché (Foto: Ivan Dias)
  • Buraco Buraqueira 41
    55 de 56 Obra de Tché na Rua Paraibuna, Vila Prudente (Foto: Ivan Dias)
  • buraco-42
    56 de 56 Grafite de Tché na Avenida Presidente Wilson, Mooca (Foto: Ivan Dias)

Em comum, todos pintaram a hashtag #buraqueira. Assim, passantes puderam marcar e identificar os registros nas redes sociais, o que começou a se concretizar durante a feitura dos primeiros desenhos. As criações foram bem diversas: de caveira a explosão, de ratazana a cogumelo, de flor a caretas. “Faz mais de um ano que transito por essa armadilha”, observava Wellington Naberezny, o Sipros, ao reproduzir a imagem de um garoto a partir de uma depressão de 10 centímetros de profundidade e quase meio metro de largura na Rua Laura Vicuna, na Vila Ida, na Zona Oeste. À sua frente, vizinhos relatam tentativas inúteis de encobrir a abertura com terra e pedras, com o objetivo de evitar acidentes. Alguns dos autores deixaram frases ao lado das figuras, como o artista Mundano, que escreveu: “Seu dinheiro indo pro buraco” em duas das intervenções que realizou, nas quais notas verdinhas escorrem rumo à falha do asfalto.

 infográfico sobre as camadas do asfalto
infográfico sobre as camadas do asfalto

Os dizeres de Mundano fazem todo o sentido. Afinal, como acontece no pronto-socorro de um hospital, no serviço de conserto paga-se a conta pela falta de precauções a médio e longo prazo. “Estudos internacionais mostram que cada real gasto em prevenção evita 3 em recuperação, e desconheço na cidade uma época em que isso tenha sido feito”, afirma o engenheiro Douglas Villibor, diretor da Lenc Engenharia e professor aposenta-do da USP São Carlos. Uma das medidas possíveis é fechar os trincos antesque eles se rompam de vez. Ações desse tipo, porém, são isoladas. A prefeitura cita uma única nos planos: o Elevado Costa e Silva, o Minhocão, ganhará uma fina camada de alta qualidade no ano que vem, numa antecipação ao surgimento de fissuras. A ideia é usar um levantamento da USP, realizado em 2009, que apontou algumas áreas problemáticas, mas esse processo ainda está engatinhando. Enquanto isso, o resultado é que 118,5 milhões de reais (ou 0,28% do orçamento municipal) serão destinados ao recapeamento de vias e à operação tapa-buraco.

 

Hoje, a cidade fabrica a massa asfáltica em usinas próprias e paga a sete empresas terceirizadas, escolhidas por licitação em cada uma das subprefeituras, um valor proporcional ao volume da matéria-prima utilizada (173 reais por tonelada). Ou seja, quanto mais numerosos, largos e espessos os remendos, melhor o faturamento. Em Belo Horizonte, por exemplo, o contrato é diferente. Na capital mineira, com 4 500 quilômetros de vias, cada uma das nove administrações regionais desembolsa 41 000 reais por mês para alguma companhia contratada por concorrência para que mantenha um ou vários bairros em perfeitas condições. Assim, é interesse da própria empresa zelar para que as crateras não proliferem. Por que em São Paulo não é assim? “Aqui, sempre foi feito de outra forma, e a opção por esse modelo de Belo Horizonte requer também um estudo aprofundado dos custos”, pondera o engenheiro Janos Bodi, assessor técnico do secretário de Subprefeituras, Chico Macena da Silva, e ex-superintendente da Superintendência das Usinas de Asfalto (Spua).

 

Dado o tamanho da nossa metrópole, nunca haverá solução simples para o rali urbano. Até porque as estruturas subterrâneas antigas comprometem a validade da superfície. “A Avenida dos Bandeirantes, por exemplo, é um lamaçal por baixo e por isso o pavimento cede sem dificuldade”, explica José Tadeu Balbo, professor e chefe do Laboratório de Mecânica de Pavimentos, da Escola Politécnica da USP. Reverter o quadro custaria muito caro. “Para reconstruir 1 quilômetro de todas as camadas, de aproximadamente meio metro de profundidade, seria preciso desembolsar cerca de 1,5 milhão de reais”, completa Balbo. “Isso é inviável num país como o Brasil, com prioridades mais urgentes, como a saúde.”

 

Há, contudo, agravantes inexplicáveis. Concessionárias de serviços públicos como Sabesp, Comgás, Eletropaulo e Telefônica Vivo precisam escavar valas com frequência para fazer a ampliação e a manutenção de suas instalações, além de reparos emergenciais. A Sabesp, a campeã das perfurações, abriu aproximadamente 27 000 buracos por mês em 2012. O problema, obviamente, não é a empresa precisar de obras a fim de consertar ou melhorar sua atuação, mas o que ela deixa para trás: remendos malfeitos que, geralmente, tornam a pista irregular. Cabe às subprefeituras ficar de olho para verificar se o trabalho foi realizado de maneira correta. A multa, que era de 60 a 300 reais até 2010, aumentou para 2 000 reais diários por metro quadrado de área danificada. Se o rombo não tiver alvará, a punição pulará para 10 000 reais por metro quadrado. O empurra-empurra de responsabilidades contestadas na Justiça acaba fazendo com que autuações nunca sejam quitadas.

 

Cada subprefeitura dispõe de dez a vinte equipes que devem fiscalizar todo tipo de problema de seu perímetro. Funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também informam sobre os afundamentos das ruas. As denúncias dos moradores completam o monitoramento. É possível comunicar o problema pelo telefone 156, por meio do site sac.prefeitura.sp.gov.br ou pessoalmente na sede das subprefeituras — a prefeitura não revelou o número total de queixas que recebe. O prazo prometido de solução é de cinco dias após a emissão de uma ordem de serviço para as terceirizadas que tapam as aberturas da via. O resultado, como está à vista de todos os paulistanos, deixa a desejar.

 

Por isso, como mencionado no início do texto, esta reportagem não termina aqui. O site VEJASAOPAULO.COM criou um mapa para abrigar não apenas crateras que sofreram as intervenções dos artistas, mas em especial fotos enviadas por internautas com esse tipo de obstáculo. Convidamos você, leitor, a encaminhar o seu flagra, com endereço de onde foi feito, pelo e-mail buraqueira@abril.com.br. Também vale postar no Instagram com a hashtag #buraqueira. A revista vai cobrar a solução para cada um deles junto à prefeitura e registrar se estão expostos ou tapados. Já estão lá, aliás, alguns dos pontos resolvidos depois que os grafites foram notados — até a tarde de quinta-feira (3), 23 dos cinquenta buracos tinham “desaparecido”. Melhor assim. A imagem que desejamos ver gravada em nossas ruas não é a dos desenhos de flores, cogumelos ou caretas, mas a de um asfalto à altura do potencial da cidade.

 

“A SITUAÇÃO NÃO É RUIM”

O que diz o assessor técnico da Secretaria de Coordenaçãodas Subprefeituras, o engenheiro Janos Bodi

Como o senhor avalia a pavimentaçãoem São Paulo? Se comparada à de outras cidades brasileiras, ela pode ser enquadrada em nível médio. A situação atual é um reflexo das ações anteriores e, ainda, do excesso de veículos. Um estudo da USP em 2 000 quilômetros feito em 2009 mostrou que apenas em 200 a situação era regular, insatisfatória ou ruim.

Por que muitas concessionárias continuam fazendo remendos mal-acabados nos buracos que abrem? Nós fiscalizamos e multamos as irregularidades. Só na subprefeitura da Sé foram setenta multas até maio. Mas as empresas acabam recorrendo à Justiça, e o arcabouço de leis dilui as responsabilidades.

Nos contratos de cidades como Belo Horizonte com empresas de recapeamento, a remuneração é fixa, por quilômetro mantido permanentemente, e não proporcional aos buracos tapados. Não faz mais sentido?A malha viária de Belo Horizonte corresponde a aproximadamente um quarto do circuito em São Paulo. Portanto, as necessidades e medidas diferem. A opção por esse modelo requer também um estudo aprofundado dos custos. Outro fator importante é que tal medida é aplicada mais facilmente em novas vias. Nas antigas, algumas empresas de manutenção achariam o risco muito alto.

 

14
out
13

Maioria dos brasileiros acha que produto caro é melhor, mostra pesquisa

O estudo foi divulgado pela Mintel, empresa britânica de pesquisa de mercado

 

Foto: Internet

A maioria dos consumidores brasileiros acha que produtos caros têm mais qualidade. Essa é uma das conclusões de um estudo divulgado pela Mintel, empresa britânica de pesquisa de mercado.

 

Segundo o estudo, 72% dos brasileiros relacionam produtos e serviços mais caros com melhor qualidade.

Essa percepção é maior nas classes de renda mais baixa. Nas classes A/B, essa relação é feita por 65% dos consumidores; na C, por 73%; nas classes D/E, 75% dos consumidores pensam dessa forma.

A pesquisa mostra que, para os brasileiros, o preço tem também muita relação com status. Segundo a Mintel, 26% dos consumidores esconderiam o fato de terem comprado produtos baratos, como aqueles de marca própria vendidos nos supermercados.

Esconder a compra de produtos baratos é uma estratégia mais comum entre os mais jovens (31% dos entrevistados entre 16 e 24 anos) e na classe C (28% dos entrevistados dessa camada da população).

Ainda de acordo com o estudo, 75% dos consumidores brasileiros concordam com a frase “comprar marcas conhecidas me faz sentir bem”.

Homens buscam mais promoções

Os consumidores do sexo masculino se mostram mais interessados em promoções do que as mulheres, segundo o estudo da Mintel.

Quase metade (43%) dos homens com idade entre 25 e 34 anos diz que aproveita promoções nas lojas, como aquelas no estilo “compre um e leve dois”. Entre as mulheres da mesma idade, o percentual é menor, de 29%.

Também segundo a pesquisa, 27% dos homens jovens são mais propensos a entrar numa loja que não frequentam apenas para aproveitar promoções. Esse comportamento é observado em 17% das mulheres da mesma faixa etária.

O estudo da Mintel foi feito no primeiro semestre deste ano, com base em 1.500 entrevistas com consumidores de todas as regiões do Brasil.

 

Fonte: ParaíbaTotal

23
set
13

O apoio às manifestações

08
jul
13

O mundo, e o próprio Brasil, tentam compreender melhor o que despertou o “gigante”

O Jornal da Unicamp lançou um desafio a onze renomados intelectuais brasileiros, de diferentes áreas e perspectivas do conhecimento, para responder a três questões fundamentais: o que eles, estudiosos, estão “vendo” de fato nas ruas, como chegamos a esta situação e qual futuro nos aguarda? As respostas possíveis, diante da sucessão dinâmica dos fatos que todos os dias tomam o noticiário são intrigantes!

Acesse aqui

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06
jul
13

Festival de música! Gente chama mais gente…

Compartilho um vídeo muito legal, talvez alguns conheçam!  Este vídeo não é recente, mas mostra um fenômeno interessante!!! Comportamento contagia…

O Sasquatch! Music Festival é um festival anual de música realizado em George, Washington, que acontece  por três ou quatro dias!

O Sasquatch! Festival de Música foi fundado em 2002 por Adam Zacks.  Em entrevista ao Seattle Weekly , em setembro de 2007, Zacks descreveu o nascimento do Sasquatch: 

Sasquatch foi uma ideia que nasceu em um palpite de que  havia  uma demanda inexplorada para um certo tipo de festival que se adaptasse aos gostos ecléticos de entusiastas da música…..

Clique aqui e assista ao vídeo!

 

 

 

 

05
jul
13

O que os protestos na Turquia, o Brasil etc têm em comum?

O que os protestos de rua em países tão diferentes têm em comum?

Segundo  a reflexão agradável de Moises Naim no El Pais ,   há  várias coisas!

1. Pequenos incidentes  se tornam grandes

2. Os governos reagem mal

3. Os protestos não tem líderes ou uma cadeia de comando 

4. Não há ninguém para negociar  ou prender

5. É impossível prever as conseqüências dos protestos

6. Prosperidade não compra estabilidade

Conheça o texto em http://www.oxfamblogs.org/fp2p/?p=15051

04
jul
13

6 maneiras de criar uma cultura de inovação

Os líderes experientes moldam a cultura de suas empresas para impulsionar a inovação. Eles valorizam o que é cultura – os valores, normas, mensagens inconscientes e o quais  são os comportamentos sutis de líderes e colaboradores. Estas forças invisíveis (comportamentos  e culturas)  são responsáveis ​​pelo fato de que 70% de todos os esforços de mudança organizacional falham.

O truque? Projetar a interação entre estratégias explícitas da empresa com as maneiras que as pessoas realmente se relacionam uns com os outros e com a organização.

Veja mais em.. http://www.fastcodesign.com/1672718/6-ways-to-create-a-culture-of-innovation